Ando desligada
deste mundo cruel em que habito. Os pensamentos invadem-me vezes sem conta. As
memórias e as recordações voam por entre fios de escapatórias vividas em
pensamentos. Sinto-me só tal como o céu se sentiria, se alguma vez os seus
apoios o deixassem. Tenho nuvens carregadas em cima de mim, tenho a natureza a
bloquear-se-. Deixo-me relembrar momentos em que, inocentemente, me fizeste
sorrir. Momentos esses passados em imagens que passam constantemente pela minha
cabeça. Fico com medo, muito medo. O receio dá cabo de mim e mais uma vez está
a custar-me. O coração encontra-se cheio de feridas que não se curam nem sei
como curar. Já não me conheço. Não sei que ser humano sou. Amo um e estou com o
outro? Que pessoa sou eu que habitualmente enceno a felicidade? Estou a
enganar-me a mim própria. Não dou importância nem valor à minha alma que me diz
para parar com este jogo de amores. Sinto-me perdida outra vez. Sinto-me a pior
pessoa à face deste cruel mundo. Já não me preocupo demais com tudo o que me
envolve, com o apetecível deste mundo que tão cruel se encontra. Caio vezes sem
conta em buracos que não foram compostos por alcatrão. E hoje, hoje estou
completamente sem pigmentação. Assim fico, assim permaneço.
Julho 2012
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