A saudade que
sinto dele é cada vez maior. Bate todos os dias à porta deste acanhado coração,
invade-me e deixa tudo nostálgico, Depois, escorrem lágrimas pelo meu rosto e
fico sem chão. Cada vez que ela me bate à porta, faz-me recordar de todos os
sorrisos que partilhámos juntos. Lembro-me de tudo o que vivemos e hoje já não
vivemos, de tudo o que poderíamos ser, mas que já não viveremos mais. Estarei a
ser pessimista? Perdão, mas não consigo pensar de outra forma. Que saudades,
que saudades imensas, que saudades de ti fazendo-me rir, saudades de nós bem
perto e bem longe, meu querido, que saudades de te ter não tendo. Esta saudade
que em mim carrego, entranha-se em mim e deixa-me saudosa, deixa-me sem forças.
Peço-te que me comuniques porque eu preciso de saber de ti, por favor. Sente
saudade também. É a ti que quero dedicar a minha vida, foste tu quem escolho. É
por ti que vivo. Como amigos que (infelizmente) somos hoje, sinto-te amor. Vou
sempre sentir-te amor. A minha dor é tão forte e está cheia de angústia e
apoquentação. Lacrimejo dias e noites seguidas, sinto-me prestes a enlouquecer.
Perdi o chão. Grito o teu nome. Como amigos que somos hoje, como dor que possuo
por ti, desejo-te as maiores venturas e a maior cura para a tua dor que também
é a minha. O dia assim termina. Penso em dormir de forma a suavizar esta mágoa
que sinto. Fecho-me e sonho contigo, mais uma vez. Mas mau não é sonhar
contigo. Mau é acordar. Estás entranhado no meu ser.
Agosto 2012
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