domingo, 17 de março de 2013

Saudade



A saudade que sinto dele é cada vez maior. Bate todos os dias à porta deste acanhado coração, invade-me e deixa tudo nostálgico, Depois, escorrem lágrimas pelo meu rosto e fico sem chão. Cada vez que ela me bate à porta, faz-me recordar de todos os sorrisos que partilhámos juntos. Lembro-me de tudo o que vivemos e hoje já não vivemos, de tudo o que poderíamos ser, mas que já não viveremos mais. Estarei a ser pessimista? Perdão, mas não consigo pensar de outra forma. Que saudades, que saudades imensas, que saudades de ti fazendo-me rir, saudades de nós bem perto e bem longe, meu querido, que saudades de te ter não tendo. Esta saudade que em mim carrego, entranha-se em mim e deixa-me saudosa, deixa-me sem forças. Peço-te que me comuniques porque eu preciso de saber de ti, por favor. Sente saudade também. É a ti que quero dedicar a minha vida, foste tu quem escolho. É por ti que vivo. Como amigos que (infelizmente) somos hoje, sinto-te amor. Vou sempre sentir-te amor. A minha dor é tão forte e está cheia de angústia e apoquentação. Lacrimejo dias e noites seguidas, sinto-me prestes a enlouquecer. Perdi o chão. Grito o teu nome. Como amigos que somos hoje, como dor que possuo por ti, desejo-te as maiores venturas e a maior cura para a tua dor que também é a minha. O dia assim termina. Penso em dormir de forma a suavizar esta mágoa que sinto. Fecho-me e sonho contigo, mais uma vez. Mas mau não é sonhar contigo. Mau é acordar. Estás entranhado no meu ser.

Agosto 2012

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.